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terça-feira, 16 de julho de 2024

Introdução à Terapia de Aceitação e Compromisso (Resumo Feliz)



Este livro apresenta a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), desenvolvida por Steven Hayes e colaboradores em 1987. A ACT é uma terapia comportamental que visa aproximar o indivíduo de sua experiência. A ACT incentiva a observação e aceitação desses eventos internos em vez de tentar controlar pensamentos, sentimentos e sensações negativas.

Lembrando que este resumo não diminui minha sugestão de ler a obra completa. Espero que ele sirva apenas como inspiração para buscá-la.

terça-feira, 21 de maio de 2024

Complexo de Inferioridade na Psicoterapia



Complexo de Inferioridade na Psicoterapia

A busca pela perfeição em um mundo cada vez mais competitivo e de aparências, somada a uma falta de amor próprio e não conseguir atingir uma “perfeição”, são as principais causas que levam cada vez mais as pessoas a se sentirem inferiores. O Complexo de Inferioridade é um sentimento que uma pessoa se sente inferior por algum motivo ou situação. Ele se manifesta com uma sensação de baixa autoestima, culpa, e incapacidade, ou seja, de não estar à altura dos padrões sociais. Ele está relacionado a uma incerteza constante sobre si mesmo, mas que, em demasia e sem tratamento psicológico, pode causar limitações na vida pessoal, social e profissional, pois percebem um não pertencimento a um ambiente específico, pois acredita que suas características e habilidades são insignificantes.

Os pais, mantendo padrões impossíveis de comportamento, transformam a vida de seus filhos num inferno. Cometem o erro fundamental de lutar pela perfeição em vez de lutar pelo desenvolvimento. Com sua atitude idealista, ambiciosa, conseguem o oposto às suas intenções, detêm o desenvolvimento, disseminam confusão e promovem sentimentos de inferioridade. (Frederick Perls - Ego, Fome e Agressão)

A vida diária das pessoas é fortemente impactada pelo complexo de inferioridade. Os relacionamentos afetivos, sociais, acadêmicos e profissionais podem ser afetados por esse estado emocional. O medo de ser rejeitado ou não ser amado pode ser uma consequência do sentimento de inadequação. O ciúme e a insegurança podem surgir de comparações constantes entre as pessoas que lidam com esse complexo, podendo prejudicar a comunicação e a confiança em seus relacionamentos. O desempenho acadêmico pode ser afetado pelo complexo de inferioridade. A falta de autoconfiança pode resultar em falta de confiança nas próprias habilidades e a insegurança pode prejudicar a motivação para enfrentar desafios, o que afeta diretamente o desempenho necessário. Na vida profissional, o complexo de inferioridade pode se manifestar como uma autodesvalorização, o que impede o avanço e a busca por novas oportunidades.

A principal forma de tratamento é por meio da psicoterapia. Afinal, o complexo de inferioridade é gerado em razão de pensamentos negativos e crenças falsas e o psicólogo trabalha no controle dos sintomas e na reformulação do funcionamento interpessoal. A psicoterapia auxilia a identificar falsas percepções e pensamentos prejudiciais, desenvolvendo novas habilidades de enfrentamento, além de trabalhar os medos, incentivando a se desafiar e avançar em busca de uma versão melhor. Vale lembrar que o Complexo de Inferioridade não vai sumir da noite para o dia, não estamos fazendo miojo, e mudanças levam tempo.

Primeiramente é preciso reconhecer o seu complexo (insight). Em seguida é desenvolver uma compreensão realmente profunda de onde vem esse sentimento de diminuição, investigando cicatrizes e ausências formadas no início da vida e explorando as situações que reforçam essa sensação. A psicoterapia auxilia a mudar o foco e enxergar as coisas com outras perspectivas. Por último, melhorar a sua percepção de autoestima reparando seu senso de autoconfiança. A psicoterapia é o remédio mais eficaz para enfrentar essa questão! Outras estratégias que eu recomendo além da psicoterapia são meditação, exercícios físicos, atividades como música ou teatro e exercícios de autoconhecimento para auxiliar na interação social e autoestima.

A expressão “complexo de inferioridade” foi usada pela primeira vez em 1907, pelo psicanalista Alfred Adler (discípulo de Freud) para designar o estado neurótico que tem por fundamento o sentimento de insuficiência ou incapacidade para enfrentar a vida e os seus problemas. Adler considerava que as sensações de impotência ou menos valia se desenvolviam na infância, quando a criança a partir de experiências negativas, assim reconhecendo sua fragilidade diante do mundo e sem receber apoio, elogios e incentivos. Embora essa teoria tenha sido criticada por sua falta de base empírica, ela ainda oferece lições sobre como lidamos com nossas inseguranças e como podemos buscar a autorrealização. Para Alfred Adler o sentimento de inferioridade é um estado normal e comum a todas as pessoas. Ele não deve ser percebido como uma fraqueza, mas sim um estímulo motivador.

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Terapia de Casal

 Terapia de Casal


Quais são seus objetivos e expectativas para buscar a terapia de casal?


A terapia de casal é a modalidade de psicoterapia que é realizada com um casal, trisal ou outras formas de configurações distintas que envolvam duas ou mais pessoas. Sendo que geralmente o tempo de permanência do casal em uma terapia é menor do que em outras formas de terapia. Ela é recomendada para auxiliar na compreensão do outro em suas particularidades, para aprenderem a conviver com suas diferenças em harmonia.


Quando funciona mal e se torna figura, você é forçado a examiná-lo. Quando um casal vai para terapia, apenas para viver e muda sua atenção do conteúdo da vida para o processo de viver. Eles mudam sua atenção do conteúdo daquilo que estão vivendo para o processo de viver. Eles mudam sua atenção do conteúdo daquilo que estão vivendo para o processo de como seu viver acontece. (Joseph C. Zinker - A busca da elegância em psicoterapia)


É muito comum que um dos participantes busque o psicólogo como um aliado, como se o terapeuta tivesse de decidir o que é certo ou errado dentro de uma relação. Dentro de um set terapêutico o psicólogo não tem a função de um juiz, não sendo papel dele julgar as ações dos clientes.


Todos os casais são compostos por três indivíduos - um "você”, um “eu” e um "nós” a Gestalt-terapia de casais, de orientação sistêmica e processual tende a estudar o espaço relacional que acontece entre as duas pessoas. No trabalho com casais, nós damos uma atenção especial às interações dos dois parceiros como uma unidade e equilibramos todas as observações e intervenções em termos de “nós” do casal. (Joseph C. Zinker - A busca da elegância em psicoterapia)


A terapia de casal, como qualquer outra terapia, é um espaço de cura. E a cura muitas vezes pode significar a separação ou a reconciliação do casal, não existe uma caminha exata para todos os casais. O objetivo da terapia é a relação e muitas vezes descobrirem o que faz permanecerem juntos. Além de contribuir para reencontrarem o lado positivo deste relacionamento, visto que o lado negativo provavelmente já está visível.


A terapia não é uma tábua de salvação que pode salvar qualquer relacionamento. E gostaria de destacar também que não é ético que um dos membros do casal use o que foi dito na terapia de casal como munição para uma futura briga.


“Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse, contra mim” (Andrea Doria Canção de Legião Urbana)


Ficou interessado e quer saber mais? Entre em contato.


Biografia:

ZINKER, Joseph C. A Busca da elegância em psicoterapia: Uma abordagem gestáltica com casais, famílias e sistemas íntimos. / Joseph C. Zinker; [tradução de Sonia /augusto]. São Paulo: Summus, 2001 - (Novas Buscas em psicoterapia)


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Quem precisa de psicólogo?


 Quem precisa de psicólogo?

Já para pensar para quem a psicoterapia é destinada? Será que ela serve para você, para alguém que você ama? O que será preciso para alguém ir na psicoterapia? E será que conseguimos responder essas questões? Bem, vamos tentar...


O que é Psicoterapia?


A psicoterapia é um espaço de acolhimento que é construído ao longo de encontros entre o psicoterapeuta e a pessoa. O intuito da psicoterapia é auxiliar o autoconhecimento do sujeito, envolvendo diversos aspectos de sua vida, desde reflexões sobre sua existência, sua história, planos para o futuro, até o tratamentos de psicopatologias, ou auxiliando a lidar com alguma situação difícil (modo hard) que está acontecendo no momento presente e que ele não tem forças ou meios para lidar com isso (a perda de um ente querido, a descoberta de uma doença grave, uma situação traumática como um roubo, sequestro, dentre outras). 


Com a função de dar apoio à pessoa, a psicoterapia auxilia a perceber diversas situações que acontecem na vida da pessoa com outra perspectiva, “como lentes de aumento” que possibilitam uma imagem mais clara e nítida, e com isso dão segurança no caminhar cotidiano. É, acima de tudo, uma construção conjunta – do cliente e do psicoterapeuta – de saberes sobre a pessoa, de tal modo que se possa fortalecer um vínculo durante a terapia, e consequentemente, utilizar os novos conhecimentos produzidos, a fim de criar novos modos de lidar com a realidade, que os novos desafios possam ser superados e que processos de melhorias possam se estabelecer.


O tempo de duração da psicoterapia é algo muito questionado pelas pessoas que se propõem a fazê-la. Entretanto, é uma discussão complexa, uma vez que existem diversas correntes teóricas (Gestalt-terapia [minha gang], cognitivo-comportamental, psicanálise, dentre outras) que podem ter diferentes abordagens durante a psicoterapia, esse é um fator que dependerá de cada profissional e daquilo que o paciente espera da psicoterapia. Existem psicoterapias breves, que vão ser bem pontuais, que podem ter duração de 3 a 6 meses, outras, com um o objetivo de autoconhecimento, pode durar vários anos.


PSICOTERAPEUTA


O psicoterapeuta é um profissional formado, geralmente, em psicologia. Esse profissional não possui como objetivo de sua conduta dizer o que o paciente deve fazer ou não fazer, como um “guia de passo-a-passo”. Não somos coaches!


O trabalho do psicoterapeuta é fazer uma construção conjunta de conhecimentos sobre a pessoa, porque ninguém sabe mais de sua vida, de sua vivência, de suas experiências, de seus sofrimentos, de suas alegrias, do que ela mesma. São esses conhecimentos, que são resgatados e reproduzidos na sessão de psicoterapia. Essa técnica é uma fonte de informações riquíssimas e que muito dos sofrimentos e dos sintomas das pessoas podem ser esclarecidos durante esse trabalho, além de possibilitar rever condutas, sentimentos próprios e de outras pessoas, de compreender e criar possibilidades de lidar com essas situações que já passaram e outras que ainda virão.


A psicoterapia é um processo que permite transformações profundas da pessoa, com resultados evidentes em diversas situações como:


  • Tratamento de transtornos psicológicos como transtorno do pânico, fobias, transtorno dissociativo, depressão, anorexia, estresse pós-traumático.

  • Tratamento de transtornos de personalidade como transtorno borderline, transtorno esquizoide, transtorno paranóide.

  • Trabalho sobre conflitos pessoais, conjugais, familiares, interpessoais e grupais que podem produzir ou contribuir para o sofrimento psíquico. 

  • Elaboração de crises existenciais, de transições difíceis (luto, crises profissionais) e dificuldades nas mudanças de fases de vida (puberdade, adolescência, vida adulta, menopausa, envelhecimento.)


A Psicoterapia pode trazer enormes benefícios como:  


  • Desenvolvimento da capacidade de autogerenciamento, aprendendo a dialogar com os estados internos, a regular os estados emocionais e adquirir autonomia.

  • Desenvolvimento da capacidade de auto-observação e autorreflexão.

  • Sair dos padrões estereotipados e criar novas narrativas de si, novos modos de compreender e conduzir a própria vida.

  • Desenvolver habilidades interpessoais como capacidade empática - saber se colocar no lugar do outro -, capacidade de comunicação, assertividade, resolução de conflitos.  

  • Fortalecimento psicológico - ampliação da resiliência -  para aumentar a tolerância e a capacidade de crescer com as dificuldades que a vida apresenta.

  • Favorecer a saúde integral, física e psicológica

  • Auxiliar na busca do sentido existencial 

  • Amadurecimento psicológico


Por isso se alguém falar para você, mesmo de tom jocoso “vai se tratar” ou “está precisando fazer terapia”, simplesmente agradeça, é um dos melhores conselhos que alguém pode dar para outra pessoa.


Rio de Janeiro, 24 de junho de 2022


Tiago André Marques Malta

CRP: 05/38560

WhatsApp: (21) 99420-5918

E-mail: tiagomaltapsi@gmail.com

Blog: http://tiago-malta.blogspot.com/



quarta-feira, 23 de março de 2022

Psicoterapia e Gestalt-Terapia


Psicoterapia e Gestalt-Terapia


A Gestalt-Terapia parte de uma visão holística da vida, do universo e tudo mais. Isso significa compreender o homem, a natureza, o planeta, cada ser vivo, cada objeto ou fenômeno do Universo enquanto uma totalidade, ou seja, enquanto uma unidade indivisível, um todo que é muito maior que a soma de suas partes, pois só podemos compreender o outro pela interação entre as partes que o compõem.


A consciência é uma totalidade indivisível. O fenômeno é a totalidade consciente. (Jorge Ponciano Ribeiro)


Percebemos que tudo no mundo encontra-se numa relação de conectividade e que, nada pode ser compreendido isoladamente, e é exatamente aí que entra a palavra Gestalt, que, apesar de não encontrarmos uma tradução literal, ela quer dizer estrutura ou configuração e envolve a ideia de totalidade e de organização.


A Gestalt-terapia compreende, então, o homem enquanto uma totalidade, ou seja, um sistema integrado e organizado, uma unidade indivisível corpo/mente, onde não há separação entre as partes que o compõem, mas sim integração, correlação, organização e interdependência.


O terapeuta precisa passar da análise para síntese, optando por criar todos em vez de separar as partes em unidades menores. 

(Joseph C. Zinker)


Dessa forma, não há no ser humano uma separação entre o seu sentir, pensar e agir. Sua mente, seu corpo e suas manifestações são partes de um todo, ou seja, são formas diferentes de expressão daquele ser humano e estão, portanto, integrados e contribuindo para a configuração desse todo. Assim, se algo muda em qualquer uma das suas partes, seja no aspecto emocional, mental, físico ou espiritual, o todo é reorganizado e pode surgir uma nova organização, uma nova gestalt.


Essa visão holística da Gestalt-terapia aponta também para uma compreensão do homem enquanto parte de uma totalidade mais ampla e mais complexa, que representa o contexto no qual ele se encontra inserido. Considerando, então, o homem enquanto um ser-no-mundo, um ser de relação, procuramos focalizar a totalidade da relação que o indivíduo estabelece com o seu meio.


Em Gestalt, cada um é responsável por suas escolhas e suas evitações. (Serge e Anne Ginger)


E esta relação indivíduo-meio é compreendida na Gestalt-terapia a partir das noções de singularidade, de liberdade e de responsabilidade, e a partir da crença no potencial criativo do homem, no seu poder de recuperação, crescimento e transformação, na sua tendência ao equilíbrio, à auto-regulação, na sua capacidade de se construir e reconstruir dentro de suas relações, sem desconsiderar, contudo, os limites, as dores, os conflitos, as contradições, que essa construção pode envolver.


A Gestalt, para além de uma simples psicoterapia, apresenta-se como uma verdadeira filosofia existencial, uma “arte de viver”, uma forma particular de conceber as relações do ser vivo com o mundo. (Serge e Anne Ginger)


Baseada no "aqui-e-agora", a Gestalt-Terapia tem como foco levar as pessoas a restabelecer o contato consigo, com os outros e com o mundo. Por ser considerada uma abordagem humanista, acredita na capacidade do ser humano em se auto realizar e desenvolver seu potencial.



Fonte:

GINGER, S.A. Gestalt: uma terapia do contato. São Paulo: Summus, 1995.


RIBEIRO, J.P. Gestalt-Terapia: Refazendo um caminho. São Paulo: Summus, 1985.


ZINKER, Joseph C. A Busca da elegância em psicoterapia: Uma abordagem gestáltica com casais, famílias e sistemas íntimos. / Joseph C. Zinker; [tradução de Sonia /augusto]. São Paulo: Summus, 2001 - (Novas Buscas em psicoterapia)


quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

A busca da elegância em psicoterapia (Resumo Feliz)


A busca da elegância em psicoterapia (Resumo Feliz)

Um dos autores mais respeitados em Gestalt-terapia inspira-se em princípios estéticos para propor um método de pensar e atuar em terapia, trabalho que vem realizando há mais de vinte anos. Uma das suas mais valiosas contribuições é a possibilidade de abordar terapeuticamente "sistemas íntimos" - duas ou mais pessoas com relação de proximidade - como extensão de casais e famílias. Apresenta de forma clara e consistente os conceitos que norteiam o trabalho em terapia, descrevendo generosamente exemplos práticos de intervenção.



Lembrando que este resumo não diminui minha sugestão de ler a obra completa, espero que ele sirva apena de inspiração para busca-la.




quarta-feira, 16 de junho de 2021

Carência Afetiva


Carência Afetiva

 

Nunca fomos tão conectados, mas paradoxalmente, nunca nos sentimos tão sós, pois nos isolamos em nossas pequenas bolhas, o que torna mais propício o surgimento da carência afetiva.

Carência afetiva é uma dependência emocional, onde precisamos de outra pessoa para nos sentirmos completos. Claro que somos seres coletivos e que precisamos de outros iguais para viver. Mas nesta situação, esses níveis estão acima do normal. Pois nossa completude não deveria depender de segundos ou terceiros, mas sim, de nós mesmos.

Pessoas que possuem carência afetiva sentem que só irão se realizar com a presença de outra pessoa, essa condição pode atingir homens e mulheres, independentemente da idade, e está diretamente ligado com a história de vida da pessoa.

Que caminhos precisou percorrer para se sentir tão fragilizada, precisando de tanto “contato”?

Que faltas (e vazios) ela recebeu para deixar seus caminhos em aberto fazendo com que hoje ela se sinta tão dependente afetivamente?

Lembrando que esta carência pode ser direcionada não só a pessoa amada, mas também para familiares, amigos, colegas de trabalho e etc.

 

Sintomas e características:

- Ciúmes em excesso, pois ter este sentimento é algo normal, mas se torna um problema quando ele ocorre em todas as situações.

- Crença de que a felicidade está condicionada à outra pessoa; nossa felicidade não deve estar baseada na vida de outra pessoa, mas sim ser compartilhada.

- Dependência do outro e Zelo em excesso; cuidar do outro é demonstração de afeto, mas esse cuidado, não pode se tornar a nossa missão.

- Dificuldade de manter relacionamentos saudáveis por muito tempo, pois as relações se tornam cansativas e sufocantes, isso pode torná-las frágeis.

- Excesso de cobrança em seus relacionamentos, pois todos os seus afetos precisam ser elaborados de forma intensa, o que causa muitos atritos e rusgas.

- Falta de critérios para se relacionar, pois a solidão se torna algo muito assustador e desse modo a pessoa pode aceitar qualquer um para preencher este vazio.

- Falta de planos e objetivos pessoais ou perspectiva para a própria vida; utilizando a perspectiva do outro como seu próprio norte sem validar seus próprios desejos.

- Medo de desagradar; por isso aceita todas as opiniões e condições do outro sem questionamento, voltamos aqui a questão da solidão e todo o receio desta situação.

- Necessidade de chamar a atenção das pessoas de forma constante, pois enquanto os “holofotes” estejam voltados elas, conseguem se sentir completas.

- Necessidade de controlar as pessoas, pois quando se mantém desta forma acreditam que conseguem manter seus objetos desejo ao seu redor.

- Sentimento de inferioridade; fazendo com que sempre se compare com outras pessoas sentindo-se inferior a elas.

- Submissão extrema às pessoas, pois precisa aceitar qualquer condição, mesmo que seja muito ruim, por ter medo de ficar sozinho.

- Vitimismo, colocando sempre no papel de vítima para que o outro se comova.

 

O que Fazer?

A melhor forma de cuidar desta carência é aceitar que têm um problema, e se você chegou até aqui, eu acredito que já deu o primeiro passo. O segundo passo eu recomendo que procure ajuda profissional, para que você possa lidar com tais sentimentos e poder desenvolver melhor suas potências, e caso precise, pode me procurar.

Humildemente, Tiago André Marques Malta

Fonte da imagem: yuyusunshine

https://www.deviantart.com/yuyusunshine

 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Cartas a um Jovem Terapeuta - Contardo Calligaris (Resumo Feliz)


Cartas a um Jovem Terapeuta - Contardo Calligaris (Resumo Feliz)

Há pouco mais de dez anos publicou a primeira edição de Cartas a um jovem terapeuta. Fez tanto sucesso que, agora, Calligaris lança uma nova edição ampliada com mais conteúdo para os temas já abordados, como a vocação profissional, o primeiro paciente, amores terapêuticos, o dilema "curar ou não curar" e até questões práticas e o que fazer para ter mais pacientes. Lembrando que este resumo não diminui minha sugestão de ler a obra completa, espero que ela sirva apena de inspiração para busca-la.



Mas Calligaris introduz outros pontos também fundamentais na formação do psicoterapeuta, como as condições necessárias para seguir a profissão, quanto custa e o que é preciso ler. Aborda também, de uma forma muito sincera, a sempre conflitante e contraditória relação com a família.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Corporificando a Consciência (Resumo Feliz)


Corporificando a Consciência (Resumo Feliz)

Esse é um resumo para Corporificando a Consciência de Theda Basso e Aidda Pustilnik. Ele é apenas uma "pincelada" do texto e não exclui a leitura integra da obra.



Este livro é da autoria de Theda Basso e Aidda Pustilnik e contém uma súmula da teoria e da prática da Metodologia da Dinâmica Energética do Psiquismo (DEP). Despertar e ampliar a consciência humana a todos aqueles que dela se aproximam é a meta sustentada por suas autoras. A busca do encontro com a qualidade essencial – O SER QUE É e sua expressão no mundo. É o caminho que esta Metodologia se propõe ao apresentar teoria e praticas de cooperação entre o pensar e o agir, entre o sentir e o intuir; entre o entregar-se ao que surge e o resistir, que é próprio da matéria densa. Revela a intenção de compreender e vivenciar aquilo que cada um de nós é: um Núcleo Individualizado da Consciência. Um caminhar iniciático que permite a cada um, achar seu próprio caminhar.

Gostaram da leitura? Recomendo que leiam o livro na integra, segue o link para adquirir: 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Quanto?



Quanta amargura é necessária para se transformar em diabetes?
Quanta solidão, rancor ou insatisfação se requer para manifestar um câncer?
Quanta ira se precisa para que a gastrite apareça?
Quantas emoções não digeridas necessitamos para ter problemas estomacais?
Quantas palavras não ditas e guardadas calamos para que se transformem em problemas na garganta e na tireoide?
Quanta falta de amor é necessária para que se transforme em dermatite?
Quantas insatisfações são necessárias para que se originem as infecções?
E qual será a dose de abandono para a obesidade?
Toda emoção ou sentimento mal canalizado causa uma enfermidade e desperta um padrão repetitivo emocional ancestral dormido.
Quanto tempo mais nós queremos esperar para resolver isso que é importante resolver na nossa vida?
Onde está nosso limite para dizer basta e tomar atitudes reais e concretas para mudar esta história que nos leva ao cansaço da vida.
Porque sabemos que essas situações não mudarão sozinhas, mas sim vamos percebendo que, com o tempo, vão piorando.
Atrevamo-nos a realizar a mudança que necessitamos, que permita mudar essa percepção que até agora temos e possamos fluir como a água e recuperar a faísca da vida que está dentro de nós.
Não deixemos passar mais tempo para viver a vida que merecemos.
De acordo com estudos médicos, 90% das doenças partem das emoções: aqui está a importância de curar nosso coração e nossas feridas para podermos ter uma vida plena.
Te convido que hoje você se acerque ao seu coração e jogue fora tudo o que te pesa e te adoece.
Não procuremos a paz onde jamais a encontraremos, não busquemos a felicidade e o prazer onde jamais virá.
Nossos ossos estão secos e enfermos por causa da nossa tristeza e amargura, então... é tempo de soltar.
É tempo de curar e perdoar.
É tempo de viver.

Texto de: Cristal Fanucci

sábado, 2 de novembro de 2019

Elaboração do Luto


Elaboração do Luto

“Lindas flores nascem, mas eventualmente morrem”
(Buda - Saints Seiya)

Dos muitos campos de estudo que a psicologia tangência , a tanatologia , ou seja , o estudo científico da morte, está entre os assuntos que mais me fascina estudar e trabalhar em cima.

Não há nada de mórbido nisso, mas a elaboração do luto , com ou sem um auxílio profissional, na minha opinião é fascinante. Visto que quando falamos de Luto, é por que há algo vivido em dualidade. É algo natural que todos nós iremos passar, tanto pelo nosso tempo finito, quanto elaborando o luto, por alguém que sentimos afeto.

E é neste ponto que se inicia o meu fascínio, pois enquanto em um transtorno, não há uma certeza que que iremos vivenciar. Um processo de luto é algo (em maior ou menor escala) esperado em algum momento de nossas vidas.

Há um aspecto cultural no luto, um aspectos religiosos que se desdobram no que você aprende a sentir em tais situações. Sim, há um aspecto particular/emocional no luto , mas também há uma cultura que é aprendida. Rituais que se dão para a pessoa que faleceu, como também para a família. Vale ressaltar que o luto só existe onde há o amor e ele nos ajuda a preencher o vazio deixado.

Modelo de Kübler-Ross e as 5 Estágios do luto
Este modelo foi elaborado pela psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross através de suas pesquisas na área da tanatologia e nos facilita compreender como se da esse processo de enlutamento, é que há uma progressão no que se sente dividido em estágios.

Negação: "Isto não pode estar a acontecer."
É a fase mais dolorida do luto, e funciona como uma defesa psíquica que faz com que o indivíduo acabe negando o problema. É comum que as pessoas também evitem falar sobre o assunto, há um isolamento e uma tentativa de fugir de sua própria realidade, racionalizando o acontecimento e tentando minimizar a situação.

A negação pode ser explícita ou implícita, ou seja, a negação pode ter uma atitude verbal e visível da impossibilidade de que a morte aconteceu ou velada e mesmo que a pessoa expresse a aceitação de que seu ente querido morreu, na prática, nos comportamos como se isso fosse uma mentira.

A negação não pode ser sustentada para sempre, pois entra em dissonância com a realidade, por isso que acabamos abandonando esse estágio. 

Raiva: "Por que eu? Não é justo."
Nessa fase o indivíduo se revolta com o mundo, há um descontrole emocional e pessoa se sente injustiçada, não se conformando por estar passando por isso. É um período de muita frustração onde procuramos encontrar algum culpado para direcionar a dor, pois se trata de um acontecimento onde não há uma segunda chance de ser consertado. É preciso muita compreensão para lidar com quem esteja passando por esse estágio, dando o espaço que ela necessite.

Negociação/Barganha: “serei uma pessoa melhor se ele voltar”
Quando a pessoa começa a perceber a sentir que a raiva de nada adianta,surge uma nova estratégia. Essa é fase que o indivíduo cria a fantasia que pode negociar consigo mesmo, os famosos “se”, além das promessas que será uma pessoa melhor se sair daquela situação, além de fazer promessas dentro de sua religiosidade. Além disso pode estabelecer pactos, sacrifícios e acordos para que tudo volte ao normal.


Depressão: "Estou tão triste. Porque devo me preocupar com qualquer coisa?"
Já nessa fase a pessoa se isola em retiro para seu mundo interno e se sente impotente diante da situação. É nesta fase que todas as fantasias são deixadas de lado, não há o que ser negado, não há espaço para a raiva e tão pouco faz sentido negociar. O que resta é apenas a tristeza, é o se dar conta, e ter contato com o único sentimento real que faz sentido neste momento, afinal temos todo o direito de estar tristes pelo ente querido.

Aceitação: "Vai ficar tudo bem."
É o estágio onde começamos a aceitar a morte do ente querido, a tristeza encontra o seu equilíbrio e conseguimos enxergar a vida como ela realmente é, ficando pronto para encarar morte. Aos poucos o desespero é substituído pela saudade, vamos voltando a sentir alegria e prazer, e a partir dessa situação as coisas vão voltando ao normal.

Muitas pessoas conseguem elaborar seu luto sozinhas, mas outras não, por isso todo apoio familiar e de amigos será bem vindo, só lembre-se de respeitar o espaço e o tempo de cada um. Outras pessoas podem precisar de ajuda externa como roda de conversas e grupo de apoio de enlutados, além do auxílio do psicólogo. E não há demérito algum precisar de ajuda, todos nós precisaremos de apoio em algum período de nossas vidas, afinal somos seres sociáveis. Então se estiver precisando conversar com alguém pode me procurar para conversarmos.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Fobias e Intervenções


Vamos falar um pouco sobre as fobias e como o psicoterapia pode contribuir para a melhora a qualidade de vida de quem está nesta condição.

Fobias e Intervenções 


A é fobia é um medo persistente e irracional a um determinado estimulo que representa pouco ou nenhum perigo a pessoa, mas mesmo assim consegue provocar bastante ansiedade. Ela costuma ter uma longa duração, tendo reações físicas e psicológicas e assim comprometendo a qualidade de vida do indivíduo. A pessoa fóbica gasta muita energia para evitar uma situação que coloque a frente do que lhe causa este medo, gerando mais apreensão do que pode vir.

O organismo se afasta de dores reais. O neurótico se afasta de dores imaginárias e de emoções desagradáveis. Também evita assumir riscos razoáveis.
(John O Stevens - Isto É Gestalt)

É bom fazer uma ressalva que sentir ansiedade até certo nível é aceitável e é até natural. Assim como o medo que está conectado diretamente com nosso instinto de "Luta e Fuga" e por isso é muito útil para a nossa sobrevivência como espécie. Porém a fobia não segue uma lógica racional pois o que está ameaçando não apresenta um perigo real a pessoa. Ha diversas modalidades de fobias, desde o medo de interações sociais (fobia social), de lugares abertos (agorafobia) até o medo de animais, objetos e afins (fobia específicas).

Sintomas de Fobia

  • Angustia
  • Ansiedade intensa
  • Desajustes intestinais
  • Dificuldade para respirar
  • Dor no peito
  • Incapacidade de levar sua vida normal, devido um medo ilógico
  • Não ter capacidade para controlar o medo
  • Necessidade de fuga;
  • Palidez
  • Paralisação dos músculos das pernas
  • Sensação de pânico, terror ou temor a uma situação ilógica.
  • Sudorese
  • Taquicardia
  • Tremores nas mãos e/ou nos pés


A claustrofobia é uma projeção, no ambiente, da experiência de um mundo que é vivenciado como estreitado e opressivo 
(Fritz Perls - Ego, fome e agressão)

Exemplos de fobia específicas

Acrofobia: medo de altura;
Amaxofobia: medo de dirigir e dos desafios do trânsito;
Aracnofobia: medo de aranhas;
Bromidrofobia: medo de odores do corpo;
Catsaridafobia: medo de baratas;
Cinofobia: medo de cachorros;
Claustrofobia: medo de lugares fechados;
Deipnofobia: medo de jantar em grupo;
Eisoptrofobia: medo de espelhos e de se olhar no espelho;
Filemafobia: medo de beijar;
Glossofobia: medo de falar em público;
Hematofobia: medo de sangue;
Isolofobia: medo mórbido da solidão,
Lanchanofobia: medo de vegetais;
Monofobia: medo de ficar sozinho;
Nomofobia: medo de estar sem celular ou aparelhos eletrônicos no geral;
Odontofobia: medo de dentista;
Pogonofobia: medo por barbas;
Quilofobia: medo de roedores;
Rupofobia: medo de sujeira;
Siderofobia: Medo de estrelas ou do céu estrelado;
Tanatofobia: medo da morte;
Uiofobia: medo dos próprios filhos
Zoofobia: medo de animais.

Como tratar uma fobia 

Uma maneira eficaz para se tratar uma fobia é modificando a relação emocional entre o indivíduo e o objeto fóbico. A psicoterapia pode promover esse trabalho ao propor um reprocessamento emocional das situações relacionadas a fobia, um treinamento para lidarem com suas ansiedades emergentes, contribuindo para que a pessoa enfrente o objeto fóbico de modo exponencial, podendo ser indicado até intervenções externas ao consultório (experienciação). É preciso buscar uma tomada de consciência, das sensações e percepções diante deste medo irracional para poder se apropriar dele. Em alguns casos também será indicado a intervenção medicamentosa para equilibrar situações neurológicas.

Espero que esse breve texto tenha lhe ajudado, mas caso precise de mais algum suporte ou esteja procurando um psicólogo clínico entre em contato pelo telefone (21) 99420-5918 (claro e whatsapp) ou pelo e-mail tiagomaltapsi@gmail.com Eu terei o maior prazer em lhe atender.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Conversando Sobre Esquizofrenia (Desafios e Resoluções)




Apresento meu novo livro: Conversando Sobre Esquizofrenia: (Desafios e Resoluções) Este é  meu mais recente livro, Conversando Sobre Esquizofrenia: (Desafios e Resoluções). Nesta obra, exploro os desafios e as soluções relacionados à esquizofrenia, oferecendo uma abordagem acessível e empática para entender melhor esse transtorno mental. Meu objetivo é fornecer ferramentas úteis e apoio para pacientes, familiares e profissionais da saúde, promovendo uma visão mais humanizada e compreensiva da esquizofrenia. Espero que esta leitura possa ajudar muitos a entenderem e apoiarem melhor quem convive com essa condição. Agradeço pelo apoio contínuo e desejo uma boa leitura a todos!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

TAG - Transtorno de ansiedade generalizada


TAG - Transtorno de ansiedade generalizada
"Ela não consegue relaxar
Ela não consegue nem ao menos dormir
Ela é tensa só porque seu amor não vive em São Paulo
Nem Porto Alegre, em lugar nenhum"

A Ansiedade é um estado emocional natural em que sentimos um mal-estar físico e/ou psíquico pela expectativa de algo que ainda possa aparentar impreciso. Porém quando esta sensação permanece por um longo período de tempo e interfere na vida pessoal, ela passa de ser uma ansiedade natural e pode ser a causa de um sintoma. Sendo esse o principal sintoma do Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), que se resume em uma preocupação excessiva ou expectativa apreensiva desproporcional a realidade e isso causa o sofrimento. No CID 10, sua classificação é o "F41.1".

A pessoa que está passando por esta condição mental tem uma maior predisposição para apresentar outros transtornos mentais, com mais incidência na depressão. Pois a pessoa tende a pensar mais no futuro e de forma pessimista, e se preocupar com qualquer coisa até que se torne algo cíclico sem um fim ou começo de onde começou o pensamento ansioso, pois tudo é. 

"Tem se preocupado com as coisas do coração
Ela teme intensamente que jamais conheça um carinha
Que vai comê-la estando apaixonado"
As pessoas com essa condição mental não conseguem evitar a ansiedade, mesmo que tenham consciência de que suas preocupações são desconexas com a realidade, mesmo assim elas não conseguem controlar seus sentimentos. 

Fatores Ambientais que podem contribuir para o aparecimento do Transtorno podem ser:
  • Abuso de substâncias como álcool, cafeína, nicotina, ou outros entorpecentes;
  • Desemprego e problemas financeiros;
  • Dificuldade de lidar com grandes mudanças na vida;
  • Estresse laboral ou nas instituições de ensino;
  • Processo de Luto e Divórcio;
  • Relacionamento Familiares Conflituosos;
  • Violência, assédio moral e outros traumas.
As causas neurobiológicas para a Ansiedade generalizada são por causa de alterações dos níveis dos neurotransmissores que interferem na ansiedade, Como a serotonina e o ácido gama-aminobutírico (GABA).  A serotonina é um neurotransmissor nas células do sistema nervoso e está relacionada diretamente ao humor. Já o Gaba funciona como um sedativo para o sistema nervoso, inibindo a atividade nas regiões que normalmente produzem a ansiedade.

"É frequentadora assídua do templo Hare Krishna
Mas mesmo assim ela não fica leve"
Sintomas de Transtorno de ansiedade generalizada


Os sintomas do TAG são de natureza física e psicológica, em média para ser caracterizado como tal a pessoa deve apresentar 3 dos sintomas descritos abaixo, num período mínimo de 6 meses.


Sintomas Físicos: Agitação, cansaço, tensão ou dor muscular, taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), transpiração, dor de cabeça, falta de ar, aumento da pressão arterial, insônia, náuseas, vômitos, diarreia, visão dupla, suor excessivo e boca seca. 



Sintomas Mentais: Angústia, irritabilidade, dificuldade de concentração, medo, preocupação excessiva.



Pessoas com esse distúrbio geralmente:
  • Não conseguem controlar as suas preocupações;
  • Tem dificuldade em iniciar ou manter o sono, pois não conseguem "desligar;"
  • São incapazes de controlar os pensamentos e preocupações;
  • Tendem a sempre esperar pelo pior (sensação de algo ruim acontecerá)
  • Necessitam de controlar a tudo e a todos;
  • Tem dificuldade para lidar com imprevistos e incertezas;
  • Fazem planejamento para qualquer situação;
  • Encontram um novo problema, logo que concluem um anterior.
Tratamento

Por causa da presença dos sintomas físicos, muitas pessoas que possuem esse transtorno busquem auxílio médico para serem "curadas", em vez de buscar psicoterapia, que é a principal forma de tratamento do TAG. Além disso, em alguns casos o tratamento pode ser feito associado com medicamentos ansiolíticos e antidepressivos, sendo prescritos por um psiquiatra.



O tratamento é estabelecido por meio da análise dos sintomas e suas características particulares e tem como finalidade interromper o ciclo de preocupações que está presente na vida da pessoa. 


Vale ressaltar que técnicas de relaxamento, meditação, Ioga e a prática de atividades físicas, auxiliam as pessoas a lidar com o Transtorno de ansiedade generalizada.

"E quando o sol finalmente raiar
Tudo ficará positivamente mórbido"
Fitoterapia
Seguem algumas plantas medicinais que podem ser consumidos e que auxiliam a diminuição da Ansiedade, elas não devem ser substitutas par ao tratamento convencional, mas funcionam como um "Up".

Erva cidreira - O chá com suas folhas é recomendado para melhorar o sono, reduzir a ansiedade e tensão nervosa. Além disso, a bebida pode aliviar enxaquecas, cólicas e gases.

CamomilaSeu efeito contribui para aliviar desde cólicas em bebês até o estresse provocado nas pessoas pela vida agitada. Ainda contém propriedades que fornecem ação anti-inflamatória e antisséptica.


Maracujá (passiflora): Utilizada como sedativo, diurético e afecções do sistema nervoso. Contraindicado para pessoas com hipotensão arterial.


Valeriana: Possui efeito calmante, sedativo e também indutor do sono comprovado cientificamente. Contraindicado para a gravidez e a amamentação e uso concomitante com outros depressores do Sistema Nervoso Central.

Alimentação
Também recomendo uma alimentação balanceada, lembrando que alguns alimentos podem ter o efeito estimulante e outros calmantes:
  • Abacates
  • Atum, Salmão ou Sardinha
  • Algas Marinhas, Brócolis, Couve e espinafre
  • Banana
  • Carboidratos complexos e integrais (Como arroz, pães e aveia)
  • Castanha de caju
  • Carnes (tanto branca quanto vermelhas)
  • Chocolate amargo II
  • Frutas vermelhas e cítricas
  • Leite e seus derivados como Iogurte e Queijos
  • Nozes
  • Ovos
  • Sementes de Linhaça.

As pessoas que estão passando por uma psicopatologia devem ser tratadas com o mesmo respeito, empatia e seriedade do que pessoas tratando por outras enfermidades como DSTs, Diabetes e viroses. Se você estiver passando por alguma alteração psíquica que esteja lhe incomodando, procure ajuda profissional.  Espero que esse breve texto tenha lhe ajudado, mas caso precise de mais algum suporte ou esteja procurando um psicólogo clínico entre em contato pelo telefone (21) 99420-5918 (claro e whatsapp) ou pelo e-mail tiagomaltapsi@gmail.com Eu terei o maior prazer em lhe atender.

Contém trecho da Música "Miss Lexotan 6mg Garota" do Júpiter Maçã

Espero que esse breve texto tenha lhe ajudado, mas caso precise de mais algum suporte ou esteja procurando um psicólogo clínico entre em contato pelo telefone (21) 99420-5918 (claro e whatsapp) ou pelo e-mail tiagomaltapsi@gmail.com Eu terei o maior prazer em lhe atender.